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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A minha vida (des)interessante - IV

Lá fora as luzes apagaram-se. A noite chegou finalmente com toda a sua escuridão, já não há intervalos intermitentes de luzes fortes, de descargas de electricidade, de luz, relâmpagos, chuva a cair, água...
E tal como a noite está calma a minha vida atingiu igualmente um impasse, uma ausência de acontecimentos, as aulas passo-as a ler um dos 5 livros que estou a ler simultaneamente, as noites no computador a navegar por páginas que não a minha, à procura de inspiração em algo exterior a mim mesma e à minha vida, a desvendar os segredos dos outros enquanto descubro os meus, decidindo depois qual a melhor maneira de lidar com eles.
O choque emocional dos últimos tempos tem-me passado ao lado, tenho superado tudo da melhor forma, tentando ajudar as pessoas que têm mais razões que eu para estar mal.
Ainda não me saiu da cabeça a imagem do meu amigo, no hospital, com a cara repleta de pontos, feridas, inchado, praticamente irreconhecível, mas não para mim. Tive de ajudar, de ouvir e ao mesmo tempo repreender de forma leve.
Tento conviver com a sociedade que não compreendo, com valores que me ultrapassam, ou melhor com a falta deles, com a infantilidade da maior parte dos meus colegas, das suas bocas desnecessárias e ilógicas e sucessiva tentativa de criar laços de amizade comigo, não percebo onde estas pessoas querem chegar, o que tencionam recordar desta fase da sua vida...
Entretanto as aulas têm corrido bem, as notas têm sido favoráveis, só gostava de ter umas aulinhas de literatura, já que Química se tornou "Leitura recreativa de O Retrato de Dorian Gray", Biologia é agora "Leitura conjunta de Alice no País das Maravihas", Matemática tornou-se um estudo de "Mitologia Grega" e Português ao invés de Camões ficamo-nos por "Cartas de Amor de Grandes Homens", incluindo o marado do Mozart (quem já leu sabe do que estou a falar).
Tenho saudades do Verão, do calor, da liberdade, das memórias, do passado que não volta.
Das poucas coisas agradáveis destes dias é a chuva, que cai incessantemente, adoro o cheiro da terra molhada, sentir as gotas de água a escorrerem pela cara, as roupas molhadas coladas ao corpo. Só me resta sorrir perante o nosso passo lento, cada vez mais calmo e pausado, à medida que a chuva caía com mais intensidade, e quando entrávamos em algum lado e olhávamos pela janela a chuva cessara, que coveniente.
Ufff, preciso de um bocadinho de romance, uma pitada de estupidez, muitas risadas e ironias hilariantes, liberdade q.b.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A minha vida (des)interessante - II

Estou extremamente feliz, pela primeira vez desde que as aulas começaram. Provavelmente é por estar de férias, reparem na ironia da situação.
É Natal, toda a gente sorri, ou tenta fazê-lo, a troca de prendas, a iluminação lindíssima que traz brilho a esta cidade adormecida, os sorrisos na cara das crianças com todas as prendas que receberam, a família toda junta neste dia maravilhoso.
Depois, temos as minhas notas fantásticas que ajudam ainda mais a toda esta situação:
  • 16 a educação física (vou ter mais no próximo período, espero eu)
  • 18 a português, geologia e química 
  • 19 a filosofia e inglês
  • 20 a matemática (esta aumentou exponencialmente o meu ego)
Tive um recital de violino que correu bastante melhor do que o que eu esperava, tocámos algo como 12 músicas, demasiadas para a minha qualidade de interpretação, mas consegui ajudar a tornar um espectáculo de Natal algo interessante para inúmeras pessoas que esperavam uma mera demonstração medíocre.
O Pai Natal foi bastante generoso comigo portanto também não tenho por que me queixar em relação a isso...
Vou tentar melhorar a qualidade destes meus posts, porque sinceramente...
Um Natal maravilhoso para todos vocês e que o ano comece tão bem como o meu.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A minha vida (des)interessante - I

Férias, finalmente...
Não oficialmente mas acabaram finalmente os testes, o stress que marca estes
ultimos dias em que um teste sucede o outro sem termos sequer tempo para respirar.
Estou extremamente feliz por causa do meu 18,8 a filosofia e 18,1 a Português, além do mais em princípio acabo o período com 19 a filosofia.
Não estava a contar com tão boas notas mas a única nota que devo ter abaixo de 17 é a educação física e apenas porque o professor decidiu não ser justo...
Como não sou muito de postes que se refiram directamente à minha vida provavelmente não sabem que estou no 10º ano, na área de biologia, e está a ser excelente... Fora as aulas em que praticamente adormeço e não tenho paciência suficiente para ouvir o meu professor de biologia (que daria um filme mudo bastante cómico) a falar das rochas, dos sismos, ...
As situações insólitas com a professora de português, que sem exagero nenhum me adora e a mais duas colegas minhas, de tal modo que se lhe pedisse para sair a meio da aula sem motivo aparente era capaz de deixar e até me agradecia por ter perguntado...
A professora de matemática não vai com a minha cara porque já tenho metade do livro resolvido e não oiço metade do que ela diz, coitada da senhora, gosta de ter atenção.
Quanto a educação física e fiolosofia, são ambos professores que gostam de mandar piadas, o de filosofia no entanto mais rígido que o outro não nos deixando minimamente à vontade para darmos a nossa opinião, numa disciplina que se baseia praticamente nisso.
Estou revoltada com o 12 que no melhor dos casos vou ter a educação física quando merecia algo como um 15, mas pronto, o senhor professor não quer ser simpático.
Para quem ainda não sabe sou uma aluna aspirante a Medicina, adoro a área em geral, e adorava especializar-me em Psiquiatria. Espero conseguir...
Ah, e parece que pessoas federadas a nível nacional entram na faculdade de Medicina com menos dois valores, espero bem que sim porque sou federada a andebol e ténis e tenho a situação mais controlada, apesar de esperar ter média para entrar facilmente na universidade.
(suspiro)
Ainda tenho imenso tempo, vou aproveitar as férias, dar um saltinho ao Porto, visitar uns amigos, sair apesar das adversidades desta cidade gélida, divertir-me um bocado e tentar não apanhar uma gripe.