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domingo, 23 de maio de 2010

latest books

Para já não tenho grande vontade de fazer uma apreciação das minhas mais recentes leituras mas depois faço um breve sumário de cada uma, para já a listinha (bem pequena):
  • Alice do outro lado do espelho de Lewis Carroll (finalmente arranjei-o)
  • Julie & Julia de Julie Powell
  • Persuasão de Jane Austen
  • Cartas de Amor de Grandes de Mulheres de Ursula Doyle
  • Cem anos de solidão de Gabriel García Márquez
  • Jardim do Éden de Ernest Hemingway
Não me lembro de mais nenhum... =)

sábado, 20 de março de 2010

[books]

E hoje é oficialmente dia de updates. So, the last books I read were:
  • Orgulho e Preconceito - Jane Austen (quero um mr. darcy, i really do)
  • Sensibilidade e Bom Senso - Jane Austen (considero-me desiludida, esperava mais da história)
  • Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde (divinal, diálogos fantásticos, personages deveras maravilhosas, e com carácteres fortese autênticos, definitivamente um bom livro)
  • A Morte em Veneza - Thomas Mann (um livro que peguei por acaso na biblioteca e que não fala de nada de interesse, não aconselho, em nada memorável, apenas mais um livro, com uma ou duas frases consideradas bonitas)
  • Cartas de Amor de Grandes Homens
  • O Crime de Lorde Arthur Saville e Outros Contos - Oscar Wilde (há alguns muito cómicos, nomeadamente o do fantasma que me levou a gargalhadas inexplicáveis a meio de uma aula e biologia)
  • Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll (no coments)
  • A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho (um romance lindíssimo, que quase me levou às lágrimas nas últimas páginias, apesar de o desfecho ser conhecido desde o princípio e de nos ser indiferente ao longo da obra começamos a sentir compaixão pelos dois apaixonados separados pelas miseráveis condições mundanas)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ai o Camões

"Se me pergunta alguém, porque assim ando
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora."

"Que dias há que n'alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê."


Esquecendo a parte de ser dirigido a uma senhora, o Camões há séculos atrás descreveu a minha reacção há dias e a forma como me tenho sentido ultimamente. Ah, Camões, compreendes-me tão bem...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mais uns livros

As minhas mais recentes aquisições literárias (a 5€ cada, que feliz fiquei):
"A dama das camélias" de Alexander Dumas
Para já a história é-me praticamente desconhecida mas a sinopse agradou-me, e estou decidida a ler autores mais clássicos. Quando ler dou a minha opinião acerca do livro.


"Orgulho e preconceito" - Jane Austen
Mais um livro da Jane Austen, adoro a história que conheço pela adaptação mais recente ao cinema, que tem uma banda sonora magnífica e está maravilhosamente lindo.
Quero mesmo ler este livro, adoro as personagens, as personalidades delas, mas estou ansiosa por ler o livro, mesmo a história original.


P.S.-Ainda não acabei "Sensibilidade e Bom-senso" mas estou praticamente a acabar, umas meras 60 páginas, e depois faço uma crítica definitiva à obra integral. Quero muito ler o "Emma" da Jane Austen também, o filme é muito bonito, com a Gwyneth Paltrow.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Marianne ou Elinor?

Estou a ler "Sensibilidade e Bom Senso" de Jane Austen. Estou praticamente no princípio, ainda, mas já me começo a questionar acerca de como lido com estas situações amorosas. Serei mais sensível ou sensata? Identifico-me mais com a paixão desmesurada de Marianne ou com o controlo inabalável de Elinor?
Nestas questões estamos todas (feminino porque penso que isto não se aplica em geral aos homens) condicionadas pelo dito coração e pelo cérebro. Devemos deixar-nos levar quando tudo parece que vai correr mal ou contermo-nos, perdermos memórias que nos marcariam como todas fazem optando por não viver?
Eu sou naturalmente impulsiva, tenho tendência a decidir as coisas no momento mas mesmo assim ainda pondero exaustivamente nos segundos que antecedem a escolha. Mas quando se trata do dito "amor", que acho que não lhe posso chamar isso na minha idade no meu caso, penso imenso, imagino tudo ao pormenor, as consequências de cada palavra que vou dizer, de cada decisão que tomo. Escondo muitas vezes o que sinto, mostrando-o apenas subtilmente para ver um lampejo da reacção da outra pessoa, para não me atirar de cabeça para o vazio porque isso nunca pode correr bem.
Mas quando sinto que a outra pessoa nutre algum afecto por mim dou-me por inteiro, demasiado provavelmente, porque o que geralmente acontece é que saio magoada da situação.
Com as relações que correram mal fiquei cada vez mais "Elinor", mais fechada e contida, amando com igual intensidade que a irmã, mas sendo-lhe impossível demonstrar tal afecto por medo de sofrer e por respeito às regras sociais, algo absurdas da época.
Quem me dera ser mais "Marianne" por vezes, talvez encontre uma maneira de voltar a transparecer essa minha faceta.

P.S: Desculpem a imagem mas não arranjei nenhuma decente da capa do livro. Quando acabar de ler faço uma apreciação global. Beijos*

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Alice in Wonderland


Estou a meio de um livro fantástico. Por muitos considerado um mero livro para crianças, escrito por alguém com uma visão contrária e um tanto absurda da realidade, mas o que é a realidade?
Estou a falar de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll... É muito mais que uma simples história confusa com cenários impossíveis para as pessoas "adultas", improváveis para os que preferem acreditar apenas no que vêem, mas muito real para as pessoas que gostam de sonhar, beber chá com chapeleiros loucos e lebres de Março, falar com gatos que desaparecem e apenas deixam o sorriso para trás momentaneamente suspenso no ar, bebés que se tranformam em porcos, coelhos brancos que andam sempre atrasados, lagartas, ratos, todo o tipo de coisas absurdas e maravilhosas que possam imaginar, não estivéssemos nós a falar do País das Maravilhas.
É um livro que nos obriga a imaginar os locais estranhos onde tudo decorre, as constantes mudanças de tamanho de Alice, as suas tentativas de chamar os loucos à razão, e se repararem no texto estão presentes certas questões pertinentes, como quem será realmente ela mesmo depois de todas as mudanças físicas, passando de um gigante a um pequenino ser de oito centímetros, que como afirma a lagarta nada de insignificante tem esta altura...
É um livro pequenino que lendo apenas umas linhas nos cativa devido à sucessão inesperada de acontecimentos, a imaginação de Carroll em relação às descrições, a facilidade com que tornou uma história aparentemente sem sentido numa das histórias mais conhecidas pelas crianças e adultos... Dêem uma espreitadela no livro e imaginem a pequenina e aventureira rapariguinha como vestido azul, o avental branco, loira, com uma fita no cabelo e à procura de algo de interessante para fazer, algo mais que ouvir uma história vinda de um livro sem gravuras nem diálogos, porque razão se fazem livros sem gravuras nem diálogos?
Percam um pouco do vosso tempo e entrem num mundo magnífico que apenas lhes abre as portas para criarem a vossa própria versão da história. Qual a próxima peripécia de Alice?
Ainda só vou a meio mas tenciono acabar rapidamente e tentar realmente cativar-vos a ler este livro.