domingo, 28 de fevereiro de 2010

nada a acrescentar...

... a imagem fala por si.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A minha vida (des)interessante - IV

Lá fora as luzes apagaram-se. A noite chegou finalmente com toda a sua escuridão, já não há intervalos intermitentes de luzes fortes, de descargas de electricidade, de luz, relâmpagos, chuva a cair, água...
E tal como a noite está calma a minha vida atingiu igualmente um impasse, uma ausência de acontecimentos, as aulas passo-as a ler um dos 5 livros que estou a ler simultaneamente, as noites no computador a navegar por páginas que não a minha, à procura de inspiração em algo exterior a mim mesma e à minha vida, a desvendar os segredos dos outros enquanto descubro os meus, decidindo depois qual a melhor maneira de lidar com eles.
O choque emocional dos últimos tempos tem-me passado ao lado, tenho superado tudo da melhor forma, tentando ajudar as pessoas que têm mais razões que eu para estar mal.
Ainda não me saiu da cabeça a imagem do meu amigo, no hospital, com a cara repleta de pontos, feridas, inchado, praticamente irreconhecível, mas não para mim. Tive de ajudar, de ouvir e ao mesmo tempo repreender de forma leve.
Tento conviver com a sociedade que não compreendo, com valores que me ultrapassam, ou melhor com a falta deles, com a infantilidade da maior parte dos meus colegas, das suas bocas desnecessárias e ilógicas e sucessiva tentativa de criar laços de amizade comigo, não percebo onde estas pessoas querem chegar, o que tencionam recordar desta fase da sua vida...
Entretanto as aulas têm corrido bem, as notas têm sido favoráveis, só gostava de ter umas aulinhas de literatura, já que Química se tornou "Leitura recreativa de O Retrato de Dorian Gray", Biologia é agora "Leitura conjunta de Alice no País das Maravihas", Matemática tornou-se um estudo de "Mitologia Grega" e Português ao invés de Camões ficamo-nos por "Cartas de Amor de Grandes Homens", incluindo o marado do Mozart (quem já leu sabe do que estou a falar).
Tenho saudades do Verão, do calor, da liberdade, das memórias, do passado que não volta.
Das poucas coisas agradáveis destes dias é a chuva, que cai incessantemente, adoro o cheiro da terra molhada, sentir as gotas de água a escorrerem pela cara, as roupas molhadas coladas ao corpo. Só me resta sorrir perante o nosso passo lento, cada vez mais calmo e pausado, à medida que a chuva caía com mais intensidade, e quando entrávamos em algum lado e olhávamos pela janela a chuva cessara, que coveniente.
Ufff, preciso de um bocadinho de romance, uma pitada de estupidez, muitas risadas e ironias hilariantes, liberdade q.b.

E aqui está mais um

Mais um selo da S., obrigada...

1. Qual a sua marca de maquilhagem nacional preferida?

Não conheço nenhuma, sorry.
2. Qual a sua marca de maquilhagem internacional preferida?
Gosto da Bourjouis, Chanel, Dior, Yvés Rocher, Oriflame, The Body Shop, Rimmel London, Mac, Maybelline New York...
3. Qual o seu perfume predileto?Adoro o Amor Amor da Cacharel, mas também uso muito Armani Code, e há uns meses que ando para me decidir por comprar ou não o CH da Carolina Herrera.
4. Esmalte nude ou colorido?
Colorido, com cores fortes, vermelhos, rosas, roxos...
5. A melhor compra de cosméticos/maquilhagem?Max Volume Flash da Rimmel London, comprei em Londres, estava com uma amiga minha, custou metade do preço que o rímel normal custa em Portugal, é como que uma recordação com grande utilidade.
6. Pior compra de cosméticos/maquilhagem?
Um esfoliante rasca, de uma marca qualquer de supermercado que me deixou com marcas na pele e mais umas lesões indesejadas.

Passo o selo a todos os leitores que o queiram no seu blogue e que estejam interessados em responder ao quesionário.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PostSecret

Enquanto caminhamos na rua, no nosso dia-a-dia, o quotidiano, a rotina, cruzamo-nos com rostos, com pessoas, muitas delas nada mais são que meras coisas, que surgem e desaparecem logo a seguir na nossa vida, podemos vê-los como uma fonte de inspiração, olhá-los com admiração perante o mistério que a sua vida é para nós, completos estranhos.
Podemos imaginar todas essas pessoas como segredos, um conjunto de segredos, coisas que nunca contaram a ninguém, que escondem do mundo e muitas vezes deles próprios, que se debatem interiormente para ocultar a verdadeira realidade da sua natureza, não a aceitando, outras vezes tendo perfeita noção daquilo que são, do que os afecta, incapacitados de verbalizar, expressar aquilo que lhes percorre o âmago, esperando pela pessoa mais improvável mas mais certa para expôr os tormentos da sua alma...
Decidi-me a escrever os meus segredos e a fechá-los numa caixa, a admirá-los e quem sabe até partilhá-los. O que é nosso parece-nos sempre mais complexo, mais profundo, e muitas vezes mais vergonhoso e até superficial, porque é nosso, e porque não queremos aceitar e lidar com uma situação que nos afecta directamente.
Vou guardá-los e quem sabe um dia encontre alguém a quem seja capaz de mostrar um postal ilustrado com o que meu segredo, algo material, para que seja capaz de compreender, ou quem sabe adira a um movimento anónimo de partilha de segredos, onde apenas isso nos define, os segredos, não os nossos rostos e gestos, mas aquilo que sentimos, partilhado quem sabe com alguém algures do outro lado do planeta, ou quem sabe nem tão longe, revendo-nos nos segredos alheios que nunca conseguimos expressar e que nunca tínhamos admitido possuir...

"Existem dois tipos de segredos: aqueles que escondemos dos outros e os que ocultamos de nós próprios." Frank, criador do projecto de arte PostSecret

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

As palavras não saem. Ela tenta desesperadamente encontrá-las mas a imaginação esvaiu-se. Nada soa como antes, nada lhe parece fácil como o era. Vê letras, ou talvez sejam apenas imagens, não as consegue distinguir, reconhecer, relacionar. A sua mente está ocupada por uma imagem de água lisa, água parada, de um azul escuro. A água inerte não reage, tal como ela não o faz. Sucedem-lhe imagens confusas, de situações passadas, de possíveis futuros.
Uma pena suave pousa na superfície plúmbea da água criando automaticamente pequenas ondas circulares, que se espalham em toda a extensão do seu pensamento... Algo mais. Uma pequena pedra precipita-se sobre a água, caindo num splash agudo, que perturba o silêncio da sua mente incapaz de produzir sons, incapacitado de produzir palavras, impossibilitado de pensar de outra forma senão por imagens.
A água rapidamente recupera da agitação momentânea e ela regressa também à sua insignificante existência, sem palavras, sem nada.
Tenta falar. As cordas vocais parecem não reagir, mas na realidade ela apenas não sabe o que dizer, vê-as mas não sabe como expressá-las na linguagem mundana que conhece desde sempre.
Um pouco mais de esforço. Vê novamente a água. Desta vez, porém agitada por uma forte ondulação, uma melodia que se assemelha ao mar. Mar. A primeira palavra que recorda. As letras afiguram-se-lhe como seres, seres magníficos que agora não lhe parecem estranhos.
Imagina no mínimo quão absurda é a situação em que se encontra, praticamente incapacitada de pensar pois desconhece as palavras necessárias para tecer os juizos de valor e as ideias que constituem o próprio pensamento.
Aos poucos a movimentação vai abrandando até fluir lentamente, num leito invisível, com uma calma inalterável e constante... E aí as palavras começam a ressurgir, quando se resigna perante tudo o resto que lhe cruza a mente, imagens de momentos que perdera, arrependimentos que não queria ter, pessoas que deixara para trás.
Quando as palavras regressaram na maioria, foi capaz de pensar, e  o seu primeiro pensamento foi óbvio, para mim, não para toda a gente.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ai ai


Mais um ano em que passo o dia dos namorados sem namorado, ai... Esta tradição tem de acabar...
Assim sendo vou virar-me para os chocolates e ter mais um dia como todos os outros.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

viciada em compras impossiveis

Outras das coisas que descubro assim do nada e quero mas não pode ser (da Vivienne Westwood, para perceberem a impossibilidade da minha aquisição das ditas peças)...
Adoro a cintura realçada, os materiais leves, o drapeado na cintura, as mangas...

Tenho uma camisola que se assemelha mas este vestido, este tecido...

Sou quase tão louca por casacos como por sapatos, mas este casaco aqui é lindo, a distribuição dos botões, a gola descaída e enorme, os grandes bolsos...

Este não usava mas gostei mesmo...

ai o Camões

"Se me pergunta alguém, porque assim ando
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora."

"Que dias há que n'alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê."


Esquecendo a parte de ser dirigido a uma senhora, o Camões há séculos atrás descreveu a minha reacção há dias e a forma como me tenho sentido ultimamente. Ah, Camões, compreendes-me tão bem...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vejo-me a perder-te sem ter tido a coragem de te ter alguma vez... Vejo-te cada vez mais distante, cada vez mais esbatida no minha memória, cada vez mais presente na tua ausência.

Fazes mais falta do que imaginava e não sei se é bom ou mau, lamento a falta de coragem da minha pessoa, o medo de tomar decisões e correr riscos, de arruinar tudo logo no princípio, mas a realidade é que partiste antes de eu ter oportunidade de ser algo para ti, foste quando estava decidida a tentar.
Faz me falta a tua presença divertida, e não apenas a mim, a mim e a todos os que se sentem perdidos naquela sala, misturados com pessoas que não percebem nem querem perceber, com pessoas que não admiram e que não interessam, mas tu interessavas, e interessas.
Percorri metade da cidade para te ver, na esperança de te encontrar por acaso, mas a sorte simplesmente não estava lá, parei à frente do sítio onde era suposto estares mas a coragem falhou-me no momento de te enfrentar...
A minha garganta dói, talvez por todas as palavras que estive tão próxima de proferir e tive necessidade de conter. Mesmo assim apetece-me gritar, gritar-te para que voltes, para te poder ver a virares-te para trás perscrutando a área à procura de quem proferiu o teu nome, e aí ter-te-ia novamente sem te ter, teria novamente a tua imagem, não aquela que reproduzo diariamente na minha mente, de forma cada vez mais difusa e indistinta, mas um imagem real de ti mesmo, a tua pessoa. O teu olhar de confusão e que em nada reduziria a felicidade por te rever. Uma palavra, apenas uma palavra, um olhar, algo que me recordasse novamente de ti, da tua entoação caraacterística das palavras, da tua voz, da tua maneira de ser, algo oculta para mim, mas o suficiente para me cativar.
E enquanto escrevo estas breves linhas tento encontrar-te na minha mente e tento reproduzir aquilo que és idiotamente, num texto inútil, em frases que não lerás (felizmente) e que não te trarão de volta.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

o meu mundo

Adoro o silêncio e particularmente o vazio. Ando mais uma vez naqueles lugares onde já toda a gente andou e onde já ninguém caminha, as pessoas já partiram para os seus compromissos rotineiros e horários, enquanto eu me limito a esperar que as ruas fiquem vazias e eu fique só, espero que tudo passe, que toda a gente parta, e aí observo tudo como realmente é, a verdade no meu mundo.
As pessoas já foram há muito mas eu continuo aqui, presa no meu mundo onde nada é mau, nem nada é bom, onde tudo é apenas aquilo que é porque não há termos de comparação, é tudo único e ao mesmo tempo mundano, mas tudo merece um segundo olhar.
Enquanto os segundos passam e me atraso cada vez mais, e as ruas parecem cada vez mais vazias, com a poeira a pousar finalmente depois da movimentação apressada de grandes massas de pessoas. Está tudo estático, ou talvez não, e agora sou capaz de sentir a brisa fria que me arrepia, já não há ninguém para impedir esse fluxo de frio de me atingir, aí aconchego-me em mim mesma, mais fundo no meu mundo, um mundo só, mas não um mundo frio.
Na solidão do meu eu apercebo-me da necessidade de regressar ao mundo dos outros, à vida que é suposto ter, às amarras condicionantes desta realidade tão diferente da minha.
Suspiro com a resignação de alguém impossibilitada de seguir um caminho diferente daquele que segue agora...
Enquanto caminho os meus olhos não conseguem evitar marcar o caminho que sigo sempre com as mesmas lágrimas que choro sempre... Monotonia e regularidade da vida, nem no meu mundo a consigo evitar.
Percorro ruas desertas deseperadamente, perscrutando todos os recantos ocultos, todas as sombras de árvores, cada pequenino centímetro em que te posso encontrar, mas não estás lá...
Procuro-te e não te encontro, constantemente. Tento ver-te na cadeira ao lado da minha, tento imaginar novamente o teu sorriso, e a verdade é que consigo fazê-lo mas não passa de uma miragem, algo que temo esquecer se não voltar a ver rapidamente.
Numa tentativa desesperada de te descobrir novamente tropeço discretamente em informações que me surgem naturalmente, esforçando-me mais afincadamente para arranjar outras, tentando aproximar-me aos poucos, milímetro a milímetro...
Temo perder algo que nunca tive.

domingo, 31 de janeiro de 2010


Olha que raio agora. Por causa dos brasileiros com uma língua tão diferente da nossa, com uma forma de falar tão diferente, e nós é que temos de mudar a forma como escrevemos por causa deles? Não consigo perceber este acordo ortográfico, a ideia é o português ficar mais parecido com os diferentes "portugueses" que se falam no mundo?
Está bem, vamos deteriorar a nossa língua, vou começar a escrever fato e não facto, enquanto vocês ficam na dúvida, não sabendo se me refiro à peça de roupa ou a uma realidade comprovada.
Vamos alterar a nossa língua, na realidade torná-la mais saloia, para quê?
Eu recuso-me a tirar parte das letras às palavras, não concordo que do nada se lembrem de me dizer que agora a forma como escrevo está errada quando há 15 anos já era assim, aprendi assim...
Estupidez...
Apetece-me chegar ao pé de sei lá quem é que está a decidir isto e dizer que é uma estupidez, que não tem o mínimo de lógica, são mudanças insignificantes que apenas estão a empobrecer a nossa língua, daqui a uns anos, depois de aprovarem isto eu vou continuar a usar as minhas consoantes surdas e que não se atrevam a dizer que está errado... Não percebo a necessidade de tomar esta medida, nem o propósito final de tal decisão, ou o benefício para o país e para qualquer pessoa em Portugal que fale um português correcto correto ver a sua língua alterada assim do nada, é uma decisão sem fundamento lógico.
Ainda por cima quando é basicamente impossível "decorar" quais as palavras às quais este acordo se aplica visto que o nosso vocabulário é muito extenso...
Vamos acabar a escrever cada um à sua maneira, vai acabar por ser aceite a escrita de qualquer maneira porque toda a gente vai ficar na dúvida em relação a quais das palavras é que sofreram a operação de lhes tirar a consoante e aquelas que se livraram de tal corte...
Se se preocupassem com a economia e com tudo o que está mal no país e deixassem os c's e os p's em paz...

hunter

Vá, desculpa S. mas vou ter de te culpar a ti pela minha recente obsessão pela marca Hunter, e estou a tentar desesperadamente convencer o meu pai a comprar-me exactamente as que tu compraste, acho eu...
Ando há anos a tentar encontrar umas galochas amarelas mas infrutiferamente, imagem a minha felicidade quando vejo no blogue da S. um post sobre uma marca de galochas que dá para comprar online e etc... Concluindo: também não havia nenhumas amarelas de que eu gostasse mas estas são lindas e apaixonei-me completamente.


Apesar de estar a pensar em pedinchar, suplicar, chantagear o meu pai para me comprar as primeiras, em preto, acho as azuis igualmente ou até mais bonitas... Agora não sei qual delas vou pedir... No fim de contas vou acabar eu a comprar as galochas mas pelo menos vou ficar feliz.
E lá se vão parte das minhas poupanças para a máquina fotográfica (mas daquelas decentes e caríssimas, não das digitais) que ainda nem sequer tinha escolhido... Espero que ainda chova muito se eu decidir comprá-las.
A minha cabeça está a latejar com a matéria interminável contida em mais de 70 paginas de química a percorrer a minha cabeça... É um pouco preocupante ter teste amanhã e só ter começado a estudar hoje à tarde, mas com um pouco de sorte, sorte essa que me tem faltado nos últimos tempos, talvez consiga superar mais uma das adversidades da minha vida recentemente...
Comecei um novo blogue, em pareceria com duas amigas minhas, mas parece-me que para já, enquanto não é um projecto minimamente decente e apenas um sítio para pormos tudo aquilo que não pomos nos nossos blogues oficiais, coisas parvas, coisas nossas, enquanto não escrevermos nada que valha a pena ler não ponho aqui o link, mas quando a coisa melhorar eu deixo os meus leitores verem o outro...
Estou naqueles dias em que suspiro constantemente, a minha cabeça não se aguenta em pé, tenho sono, doem-me as pernas do jogo de andebol, treinos de ténis e de correr de manhã, estou meio abalada pelas situações que se desenrolam à minha volta, preocupada com o teste de amanhã. O que me vai salvar disto tudo por uma hora ou algo do género vai ser uma dose grande de batatas fritas, um grande hamburguer da McDonalds, um grande balde de coca-cola. Festim de calorias para esquecer os problemas, parece a receita perfeita para o jantar perfeito de hoje...

Ainda estou na dúvida acerca da sobremesa, o que parece melhor? Sunday de caramelo, McFlurry de M&M's ou tarte de maçã? Nham, nham, é bom de qualquer das formas...

sábado, 30 de janeiro de 2010

oh...

Que dia fatídico o de ontem, cansaço imenso que ainda hoje me entorpece e me leva a movimentos demasiadamente pausados e mortos...
O dia passou intercalando os momentos de depressão e tristeza com as situações cómicas e minimamente mais felizes. Chorei por sentir que toda a gente a seu tempo me estava deixar, sentimento despoletado por uma falsa ameaça que eu já sabia não corresponder à verdade, mas que apenas a ideia de ver a pessoa de quem sou mais próxima partir também, assim, de repente. Os de quem gosto acabam por ir sempre e mesmo que tente não o consigo evitar... Não me cabe a mim fazer isso mas podia depender de mim, já que a minha felicidade (ou tristeza) depende da sua presença.
Enquanto corria o botão do meu casaquinho caiu, o que não seria nada de especial não se tivesse partido parte do tecido que prendia o botão e que é uma linha de tecido contínua, interrompida naquele ponto, maldita gravidade...
Temos o momento na aula de Filosofia em que a Sofia se esforçou por preencher o espao vazio que havia atrás de mim, e que nunca esperei que me fizesse tanta falta, não sei se deva ficar chateada com o raio do rapaz por se colocar nesta situação (e consequentemente a todos os outros que têm de lidar com a sua ausência) ou ficar apenas pelo sentimento de nostalgia que ficou.
Quando saí do meio das pessoas que lidavam com esta situação de ânimo leve, como se fosse completamente normal, como se ele fosse uma presença insignificante, senti-me aliviada por ninguém se ter dirigido a mim, comentando a minha expressão taciturna, cansada, que perdera definitivamente a esperança de ele estar apenas a tentar incomodar-me ao dizer que ia embora, depois um jantar sem marcação prévia, um convívio necessário para que eu conseguisse sorrir minimamente.
Uma caminhada longa, a correr quase toda a cidade, falando ininterruptamente, rindo de vez em quando, gravando momentos ridículos, cantarolando uma música dos Muppets, deprimindo esporadicamente.
Nunca pensei que me fizesse tanta falta, mas não tenciono desistir tão facilmente devido à adversidade da situação, à sorte ou azar que tenho, porque mesmo não o conhecendo na totalidade, desconhecendo quase todos os pormenores da vida dele, não consigo pôr esta paixão de lado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

destino ou karma, não sei qual deles culpar

Agora que basicamente decidi o que quero perdi parte da probabilidade de o ter, e ele perdeu também, porque quem sai mais prejudicado nesta situação é ele e eu sou um simples efeito colateral, e ele nem sequer imagina.
Agora enfrento o dilema de tentar, quando já tinha decidido que o ia fazer, porém tentar ainda mais afincadamente devido às situações que se desenrolam paralelamente a esta minha paixão. Ele não sabe, espero eu, mas foi agradável saber que se lembrou de mim, saber que se dirigiu quase que imediatamente a mim e me contou a desagradável notícia de que provavelmente ia embora.
Não embora mesmo, mas que se ia afastar, os motivos dele não importam para o caso, até porque o ultrapassam a ele e toda esta situação lhe desagrada.
Porque é que as pessoas de quem gosto acabam por ir embora? Se afastam por algum motivo... Espero que as poucas que me restam não se lembrem também de se evaporar como que por magia...
Gostava que as coisas fossem mais simples para ele, e consequentemente mais simples para mim. Ai, quem me dera não ser tão atada e ter agido quando podia, e devia, quando ainda tinha quase a certeza de que o ia ver todos os dias e que assim podíamos evoluir, mas decidi esperar, e quando aceitei agir a situação descontrolou-se e sem a minha intervenção ele está a ser obrigado a afastar-se, não só de mim mas de toda a gente.
Apenas porque agora não é Verão e as pessoas já não estão cegas, apenas porque as pessoas têm tendência a controlar e a tentar decidir o que é certo, quando a mesma realidade não se aplica a todas as pessoas, não devemos tomar uma decisão apenas para nos livrarmos do problema mas sim porque achamos que é o melhor para a pessoa, não está certo desistir assim das pessoas.
Só espero que ele estivesse a brincar comigo, a tentar assustar-me dizendo que ia embora, mas estou mentalizada de que não se trata disso. Sei também que amanhã a aula de filosofia vai ser absolutamente monótona, sem ele a meter-se comigo, a falar comigo, porque quando olhar para trás ele não vai estar lá, apenas uma cadeira vazia que não preciso de ver.

QUERO-OS

A viajar pela blogosfera e restante mundo virtual deparei-me com uma colecção quase toda ela de vestidos e lindos, esvoaçantes, em cores vivas, com drapeados, pormenores como broches metálicos e com pedras, lindos mesmo. Fazem parte de uma colecção de Zuhair Murad, nunca tinha ouvido falar mas fiquei rendida ao ditocujo senhor.







(este último é da Burberry mas não me importava nada, e ao contrário dos outros que não fazia ideia onde é que ia usar mas que quero, este usava sem dúvida)

roccobarocco

Vi parte do desfile a fugir, no Fashion TV e adorei o estilo, as cores, os cortes, a iamginação, e fui logo pesquisar. Aqui estão algumas das peças que mais gostei do desfile Outono/Inverno 2009-2010.


Que linda abertura do desfile...


Gosto do tecido, dos tons metalizaados, do verde, do cintinho preto a contrastar, do corte em cima.


Este casaco assenta tão bem na modelo, adoro o realce na cintura e ser mais folgado na parte de baixo, a gola extremamente larga.


Adoro os toques de cor nos pequenos pormenores, como nas luvas e nos sapatos e adoro este género de casacos, principalmente porque tem duas filas de botões, fica muito mais elegante.


Adoro os pormenores e a mistura de estilos deste casaco.

para rir um bocadinho

Para esquecer por uns instantes os problemazinhos da vidinha miserável há que recorrer aos muppets...

run*

Apetece-me fugir, voltar ao Verão do ano passado, quando tudo era especialmente fácil para mim e para toda a gente, deixar os compromissos para trás, as pessoas que não me interessam, esquecer tudo o que é insignificante e inútil nesta minha vida. Voltar àquela aldeiazinha e fazer das coisas mais divertidas e erradas que fiz até hoje, sem ter de suportar as consequências, os olhares reprovadores porque toda a gente tolerava tudo e gostava de todos, porque podíamos ser nós mesmas ali, com as nossas paranóias, as nossas conversas e atitudes parvas, a nossa necessidade imensa de liberdade, liberdade essa que agora me falta e que me prende, sinto-me muitas vezes a sufocar por estar rodeada por pessoas superficiais quando me apetece apenas estar com aquelas que realmente me importam, para disfrutar dos momentos de vazio, em que não fazemos nem temos de fazer nada, em que conversamos ininterruptamente sem nos preocuparmos com horários, com quem pode estar a ouvir, com a estupidez das nossas conversas.
Preciso da calma da localidade rural onde "vivi" por duas semanas, onde chorei e ri, onde posso dizer que temi por mim e pelos que estavam comigo, em que fiz coisas loucas não me arrependendo de nenhuma delas, de que me posso gabar por nunca ter sofrido as consequências de atitudes menos conscientes.
Quero voltar, voltar à pessoa que era, porque sei que ainda a tenho em mim, mas com o fim do Verão a nossa vitalidade fica condicionada e voltamos a cair na monotonia dos compromissos, no medo de errar, na tentativa de fazermos o que nos é suposto, tentanto mesmo assim fazer aquilo que queremos, mas o medo de me magoar não me permite fazer muitas das coisas que queria, porque sei que aqui vou sofrer as consequências e que não me posso limitar a fugir, porque tenho de lidar com as mesmas pessoas e situações por dias e dias, até que comece um novo Verão e possa voltar à vida que quero mesmo.