domingo, 31 de janeiro de 2010


Olha que raio agora. Por causa dos brasileiros com uma língua tão diferente da nossa, com uma forma de falar tão diferente, e nós é que temos de mudar a forma como escrevemos por causa deles? Não consigo perceber este acordo ortográfico, a ideia é o português ficar mais parecido com os diferentes "portugueses" que se falam no mundo?
Está bem, vamos deteriorar a nossa língua, vou começar a escrever fato e não facto, enquanto vocês ficam na dúvida, não sabendo se me refiro à peça de roupa ou a uma realidade comprovada.
Vamos alterar a nossa língua, na realidade torná-la mais saloia, para quê?
Eu recuso-me a tirar parte das letras às palavras, não concordo que do nada se lembrem de me dizer que agora a forma como escrevo está errada quando há 15 anos já era assim, aprendi assim...
Estupidez...
Apetece-me chegar ao pé de sei lá quem é que está a decidir isto e dizer que é uma estupidez, que não tem o mínimo de lógica, são mudanças insignificantes que apenas estão a empobrecer a nossa língua, daqui a uns anos, depois de aprovarem isto eu vou continuar a usar as minhas consoantes surdas e que não se atrevam a dizer que está errado... Não percebo a necessidade de tomar esta medida, nem o propósito final de tal decisão, ou o benefício para o país e para qualquer pessoa em Portugal que fale um português correcto correto ver a sua língua alterada assim do nada, é uma decisão sem fundamento lógico.
Ainda por cima quando é basicamente impossível "decorar" quais as palavras às quais este acordo se aplica visto que o nosso vocabulário é muito extenso...
Vamos acabar a escrever cada um à sua maneira, vai acabar por ser aceite a escrita de qualquer maneira porque toda a gente vai ficar na dúvida em relação a quais das palavras é que sofreram a operação de lhes tirar a consoante e aquelas que se livraram de tal corte...
Se se preocupassem com a economia e com tudo o que está mal no país e deixassem os c's e os p's em paz...

hunter

Vá, desculpa S. mas vou ter de te culpar a ti pela minha recente obsessão pela marca Hunter, e estou a tentar desesperadamente convencer o meu pai a comprar-me exactamente as que tu compraste, acho eu...
Ando há anos a tentar encontrar umas galochas amarelas mas infrutiferamente, imagem a minha felicidade quando vejo no blogue da S. um post sobre uma marca de galochas que dá para comprar online e etc... Concluindo: também não havia nenhumas amarelas de que eu gostasse mas estas são lindas e apaixonei-me completamente.


Apesar de estar a pensar em pedinchar, suplicar, chantagear o meu pai para me comprar as primeiras, em preto, acho as azuis igualmente ou até mais bonitas... Agora não sei qual delas vou pedir... No fim de contas vou acabar eu a comprar as galochas mas pelo menos vou ficar feliz.
E lá se vão parte das minhas poupanças para a máquina fotográfica (mas daquelas decentes e caríssimas, não das digitais) que ainda nem sequer tinha escolhido... Espero que ainda chova muito se eu decidir comprá-las.
A minha cabeça está a latejar com a matéria interminável contida em mais de 70 paginas de química a percorrer a minha cabeça... É um pouco preocupante ter teste amanhã e só ter começado a estudar hoje à tarde, mas com um pouco de sorte, sorte essa que me tem faltado nos últimos tempos, talvez consiga superar mais uma das adversidades da minha vida recentemente...
Comecei um novo blogue, em pareceria com duas amigas minhas, mas parece-me que para já, enquanto não é um projecto minimamente decente e apenas um sítio para pormos tudo aquilo que não pomos nos nossos blogues oficiais, coisas parvas, coisas nossas, enquanto não escrevermos nada que valha a pena ler não ponho aqui o link, mas quando a coisa melhorar eu deixo os meus leitores verem o outro...
Estou naqueles dias em que suspiro constantemente, a minha cabeça não se aguenta em pé, tenho sono, doem-me as pernas do jogo de andebol, treinos de ténis e de correr de manhã, estou meio abalada pelas situações que se desenrolam à minha volta, preocupada com o teste de amanhã. O que me vai salvar disto tudo por uma hora ou algo do género vai ser uma dose grande de batatas fritas, um grande hamburguer da McDonalds, um grande balde de coca-cola. Festim de calorias para esquecer os problemas, parece a receita perfeita para o jantar perfeito de hoje...

Ainda estou na dúvida acerca da sobremesa, o que parece melhor? Sunday de caramelo, McFlurry de M&M's ou tarte de maçã? Nham, nham, é bom de qualquer das formas...

sábado, 30 de janeiro de 2010

oh...

Que dia fatídico o de ontem, cansaço imenso que ainda hoje me entorpece e me leva a movimentos demasiadamente pausados e mortos...
O dia passou intercalando os momentos de depressão e tristeza com as situações cómicas e minimamente mais felizes. Chorei por sentir que toda a gente a seu tempo me estava deixar, sentimento despoletado por uma falsa ameaça que eu já sabia não corresponder à verdade, mas que apenas a ideia de ver a pessoa de quem sou mais próxima partir também, assim, de repente. Os de quem gosto acabam por ir sempre e mesmo que tente não o consigo evitar... Não me cabe a mim fazer isso mas podia depender de mim, já que a minha felicidade (ou tristeza) depende da sua presença.
Enquanto corria o botão do meu casaquinho caiu, o que não seria nada de especial não se tivesse partido parte do tecido que prendia o botão e que é uma linha de tecido contínua, interrompida naquele ponto, maldita gravidade...
Temos o momento na aula de Filosofia em que a Sofia se esforçou por preencher o espao vazio que havia atrás de mim, e que nunca esperei que me fizesse tanta falta, não sei se deva ficar chateada com o raio do rapaz por se colocar nesta situação (e consequentemente a todos os outros que têm de lidar com a sua ausência) ou ficar apenas pelo sentimento de nostalgia que ficou.
Quando saí do meio das pessoas que lidavam com esta situação de ânimo leve, como se fosse completamente normal, como se ele fosse uma presença insignificante, senti-me aliviada por ninguém se ter dirigido a mim, comentando a minha expressão taciturna, cansada, que perdera definitivamente a esperança de ele estar apenas a tentar incomodar-me ao dizer que ia embora, depois um jantar sem marcação prévia, um convívio necessário para que eu conseguisse sorrir minimamente.
Uma caminhada longa, a correr quase toda a cidade, falando ininterruptamente, rindo de vez em quando, gravando momentos ridículos, cantarolando uma música dos Muppets, deprimindo esporadicamente.
Nunca pensei que me fizesse tanta falta, mas não tenciono desistir tão facilmente devido à adversidade da situação, à sorte ou azar que tenho, porque mesmo não o conhecendo na totalidade, desconhecendo quase todos os pormenores da vida dele, não consigo pôr esta paixão de lado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

destino ou karma, não sei qual deles culpar

Agora que basicamente decidi o que quero perdi parte da probabilidade de o ter, e ele perdeu também, porque quem sai mais prejudicado nesta situação é ele e eu sou um simples efeito colateral, e ele nem sequer imagina.
Agora enfrento o dilema de tentar, quando já tinha decidido que o ia fazer, porém tentar ainda mais afincadamente devido às situações que se desenrolam paralelamente a esta minha paixão. Ele não sabe, espero eu, mas foi agradável saber que se lembrou de mim, saber que se dirigiu quase que imediatamente a mim e me contou a desagradável notícia de que provavelmente ia embora.
Não embora mesmo, mas que se ia afastar, os motivos dele não importam para o caso, até porque o ultrapassam a ele e toda esta situação lhe desagrada.
Porque é que as pessoas de quem gosto acabam por ir embora? Se afastam por algum motivo... Espero que as poucas que me restam não se lembrem também de se evaporar como que por magia...
Gostava que as coisas fossem mais simples para ele, e consequentemente mais simples para mim. Ai, quem me dera não ser tão atada e ter agido quando podia, e devia, quando ainda tinha quase a certeza de que o ia ver todos os dias e que assim podíamos evoluir, mas decidi esperar, e quando aceitei agir a situação descontrolou-se e sem a minha intervenção ele está a ser obrigado a afastar-se, não só de mim mas de toda a gente.
Apenas porque agora não é Verão e as pessoas já não estão cegas, apenas porque as pessoas têm tendência a controlar e a tentar decidir o que é certo, quando a mesma realidade não se aplica a todas as pessoas, não devemos tomar uma decisão apenas para nos livrarmos do problema mas sim porque achamos que é o melhor para a pessoa, não está certo desistir assim das pessoas.
Só espero que ele estivesse a brincar comigo, a tentar assustar-me dizendo que ia embora, mas estou mentalizada de que não se trata disso. Sei também que amanhã a aula de filosofia vai ser absolutamente monótona, sem ele a meter-se comigo, a falar comigo, porque quando olhar para trás ele não vai estar lá, apenas uma cadeira vazia que não preciso de ver.

QUERO-OS

A viajar pela blogosfera e restante mundo virtual deparei-me com uma colecção quase toda ela de vestidos e lindos, esvoaçantes, em cores vivas, com drapeados, pormenores como broches metálicos e com pedras, lindos mesmo. Fazem parte de uma colecção de Zuhair Murad, nunca tinha ouvido falar mas fiquei rendida ao ditocujo senhor.







(este último é da Burberry mas não me importava nada, e ao contrário dos outros que não fazia ideia onde é que ia usar mas que quero, este usava sem dúvida)

roccobarocco

Vi parte do desfile a fugir, no Fashion TV e adorei o estilo, as cores, os cortes, a iamginação, e fui logo pesquisar. Aqui estão algumas das peças que mais gostei do desfile Outono/Inverno 2009-2010.


Que linda abertura do desfile...


Gosto do tecido, dos tons metalizaados, do verde, do cintinho preto a contrastar, do corte em cima.


Este casaco assenta tão bem na modelo, adoro o realce na cintura e ser mais folgado na parte de baixo, a gola extremamente larga.


Adoro os toques de cor nos pequenos pormenores, como nas luvas e nos sapatos e adoro este género de casacos, principalmente porque tem duas filas de botões, fica muito mais elegante.


Adoro os pormenores e a mistura de estilos deste casaco.

para rir um bocadinho

Para esquecer por uns instantes os problemazinhos da vidinha miserável há que recorrer aos muppets...

run*

Apetece-me fugir, voltar ao Verão do ano passado, quando tudo era especialmente fácil para mim e para toda a gente, deixar os compromissos para trás, as pessoas que não me interessam, esquecer tudo o que é insignificante e inútil nesta minha vida. Voltar àquela aldeiazinha e fazer das coisas mais divertidas e erradas que fiz até hoje, sem ter de suportar as consequências, os olhares reprovadores porque toda a gente tolerava tudo e gostava de todos, porque podíamos ser nós mesmas ali, com as nossas paranóias, as nossas conversas e atitudes parvas, a nossa necessidade imensa de liberdade, liberdade essa que agora me falta e que me prende, sinto-me muitas vezes a sufocar por estar rodeada por pessoas superficiais quando me apetece apenas estar com aquelas que realmente me importam, para disfrutar dos momentos de vazio, em que não fazemos nem temos de fazer nada, em que conversamos ininterruptamente sem nos preocuparmos com horários, com quem pode estar a ouvir, com a estupidez das nossas conversas.
Preciso da calma da localidade rural onde "vivi" por duas semanas, onde chorei e ri, onde posso dizer que temi por mim e pelos que estavam comigo, em que fiz coisas loucas não me arrependendo de nenhuma delas, de que me posso gabar por nunca ter sofrido as consequências de atitudes menos conscientes.
Quero voltar, voltar à pessoa que era, porque sei que ainda a tenho em mim, mas com o fim do Verão a nossa vitalidade fica condicionada e voltamos a cair na monotonia dos compromissos, no medo de errar, na tentativa de fazermos o que nos é suposto, tentanto mesmo assim fazer aquilo que queremos, mas o medo de me magoar não me permite fazer muitas das coisas que queria, porque sei que aqui vou sofrer as consequências e que não me posso limitar a fugir, porque tenho de lidar com as mesmas pessoas e situações por dias e dias, até que comece um novo Verão e possa voltar à vida que quero mesmo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SAG

Vá, tinha de falar dos modelitos de que gostei dos SAG...
Então as senhoras premiadas foram...

Marion Cottilard por Elie Saab Coutoure, ela é extremamente bonita e este vestidinho é muito giro.



Diane Kruger por Jason Wu, tenho pena da cor do vestido porque o modelo é lindo, a cor esquece...



Outro em branco, Kyra Sedgwick. Desculpem a predominância cromática do branco.



Penelope Cruz por L'Wren Scott, gosto muito desta senhorinha, e normalmente das coisinhas que ela veste.



Christina Applegate

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Desafio

Mais um desafio da S. que vou tentar responder de forma decentemente e minimamente interessante.





a) Tens medo de quê?
De errar quando não o devia fazer, de ficar sozinha, de me sentir sozinha, da morte das pessoas que me são próximas, de me desapontar a mim própria, de não ser capaz de ser e fazer aquilo que quero, de me perder a mim mesma e acabar a agir como toda a gente apenas para me encaixar na sociedade.
b)Tens algum guilty pleasure?
GELADO, principalmente de café, que me faz às vezes correr para a cozinha, tirá-lo da arca e sentar-me em cima dela a comer do pacote com uma colher, gula é terrível...
Ah, e tenho um problema com perfumes, tudo o que vejo quero, e acabo por comprar imensos, tenho uma colecção gigante que me ocupa uma prateleira enorme, tenho uma fragrância para cada dia do mês...
Ainda não tenho mas vou ter um grande problema com sapatos de salto quando os começar a usar, para já limito-me a observá-los em todas as revistas e babar-me com eles, vou gastar um balúrdio.
c) Farias alguma "loucura" por Amor/Amizade?
Definitivamente sim.
d) Qual o teu maior sonho? [não vale responder: Paz,Amor e Felicidade ;)]
Ser psiquiatra, viajar por todo o mundo principalmente por Itália, Japão, Irlanda, Dinamarca, Grécia e Egipto.
Espero um dia viver em Paris apesar de não falar nadinha de francês...
e) Nos momentos de tristeza/abatimento, isolas-te ou preferes colo? [não vale brincar]
Isolo-me demasiado, de tudo e de todos, a chorar no meu cantinho, a resignar-me para no momento seguinte tentar descobrir uma forma de sair daquela situação.
f) Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta?
Não faço ideia.
g) Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfação para além do desejável?
Neste momento podia estar melhor mas sinto-me bem na vida e feliz com aquilo que tenho mas como todos tenho altos e baixos que enfrento todos os dias.
h) Consideras te mais crítico ou mais ponderado?(mesmo sabendo que há críticas ponderadas)
Sou imensamente crítica, é-me impossível conter uma crítica a alguém a menos que seja demasiado ofensiva, mas muitas vezes não me controlo e as pessoas acabam por me julgar arrogante o que não sou, apenas digo o que penso.
i) Julgas te impulsivo, de fazer filmes... paciente, ou...? (define o que te julgas no geral)
Não sou impulsiva, pondero demasiado as situações e a forma como posso sair delas, mas faço imensos filmes, estou constantemente a criar problemas que só existem na minha própria cabeça e levam à minha falta de impulsividade em alguns assuntos.
j) Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar? [responder com sinceridade]
Consigo desejar mal a alguém mas não o suficiente para o concretizar.
k) Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...)
Não me contenho nada, se me apetece rir imensamente alto rio imensamente alto, se me apetece abraçar alguém com quem tenha confiança suficiente para isso faço-o, não me impeço a mim própria de fazer algo como isto apenas pelos olhares reprovadores das pessoas.
l) Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?
Acho que sou muito orgulhosa e muito teimosa, mas a teimosia sobrepõe-se ao orgulho na maioria das vezes.
m) Casamentos Homossexuais e direito á adopção?
A favor e nem vou explicar porque.
n) O que te faz continuar o blog?
Os leitores que tenho, que mesmo sendo poucos são o suficiente para eu continuar, mas não me importava que mais gente lesse. A necessidade de escrever e partilhar as minhas ideias, histórias, momentos, estupidezes e melodramas.
o) O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue?
Sim e não, é sempre agradável receber bons comentários àquilo que escrevemos e sobre o que somos, porque pelo menos no meu caso o blog é praticamente todo eu.
p) Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela?
Não haveria comentários negativos em que as pessoas se censuram umas às outra, em que tentam inferiorizar os outros num mundo virtual em que toda a gente pode ser quem quiser.
q) Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim, em que moldes? Caso não, porquê?
Há certas pessoas que adorava conhecer mas parte da piada dos blogues é exactamente não saber quem está do outro lado mas mesmo assim interessarmo-nos pelas pessoas.
r) Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (Sem ironias)
Sim.
s) Já agora, qual ou quais os teus piores defeitos?
Tenho tantos, ser orgulhosa, teimosa, ingénua, sensível (estas duas por vezes são defeitos porque acabam por causar efeitos negativos em mim), demasiado frontal, por vezes impulsiva demais.
t) E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?
A inteligência.
u) Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?
Televisão, pelo "sexo e a cidade", filmes em que sou viciada, mental, house, gossip girl...
v) Elogias ou guardas para ti?
Elogio.
w) Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente?
Sim, prefiro pedir desculpa a ficar chateada com uma pessoa com quem me importo.
x) Consideras-te, grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?
Sensível.
y) Perdoas com facilidade?
Perdoo, mas não esqueço facilmente.
z) Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?
Que as pessoas de quem gosto se magoem ou lhes aconteça algo.


Faz parte do desafio visitar estes blogues:
emcadadespedida
contrapobreza
meumundomeuarcoiris

Passar no mínimo a 5 blogues:
http://apipocamaisdoce.blogspot.com/
http://anaabmd.blogspot.com/
http://crmartiins.blogspot.com/
http://adilianunes.blogspot.com/
http://callingyouinsane.blogspot.com/

domingo, 24 de janeiro de 2010

Farta

Estou completamente farta. Farta de estar sempre lá apesar da distância, de me esforçar por nos encontrarmos o máximo de vezes possíveis, de me esforçar por não esquecer aquilo que fomos, de me lembrar da pessoa que ela era, estou farta de ter de ser sempre eu em todas as situações, eu é que tenho de ligar, eu é que tenho de sofrer com esta falta de comunicação, eu é que saio sempre magoada e estou farta.
Completamente passada com tudo o que me acontece, tudo aquilo que tive de suportar, as noites que passei sem dormir para a ouvir, as viagens para estar com ela, as vezes que senti a falta dela, tudo isto para nada, para uma mensagem impessoal, desprovida de qualquer tipo de emoção, insensível, dolorosa para mim, demasiado simples para ser da pessoa que eu conheço, ou melhor conhecia.
Estou revoltada com a facilidade com que me deixo levar pelas situações, com a facilidade com que as pessoas me ultrapassam, me esquecem, a rapidez com que sou substituída, e não me venham com tretas de adaptação, as pessoas mudam mas não tanto, e as pessoas se quiserem não esquecem e parece que ela esqueceu tudo, ou pelo menos que me esqueceu a mim, que é o suficiente para me abalar.
Mas não, não vou voltar a deprimir por uma questão que não vale simplesmente a pena, o meu orgulho não me permite ligar-lhe, já tentei uma vez e não funcionou, tentei mais um milhão de vezes depois, de maneiras diferentes, mas não serve de nada se a pessoa do outro lado não está disposta a ouvir aquilo que temos para dizer.
Onde está a rapariga que eu conheci? Definitivamente não aqui e não lá, não está em lado nenhum, sumiu-se algures entre este ano e o anterior, entre a partida dela e o meu regresso, entre tudo isto e algo mais. Pelo menos posso dizer que tentei, que me esforcei, que não sou a única culpada nisto tudo.
Estou farta de sofrer por pessoas que julgava que mereciam mas que nos momentos importantes me abandonam.

Desenhos animados lindinhos

Gosto tanto de desenhos animados. E ter uma irmã de cinco anos é uma boa desculpa para rever todas aquelas histórias de princesas da Disney e afins, e voltar a acreditar, mesmo que só por instantes, que o "felizes para sempre" é possível.

Gosto particularmente da Pequena Sereia, ontem aproveitei para desanuviar depois de passar duas horas a estudar geologia enquanto via "O Segredo da Pequena Sereia", são todas tão bonitinhas...
A Ariel e a mais loirinha de todas são as mais bonitas...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Must-see movies


Tenho que ver o filme "The time traveler's wife", acabei de descobrir que se baseia num best-seller da autora Audrey Niffenegger.
Sou viciada em mitologia, a grega, e a situação desta mulher lembra-me Penélope, esposa de Ulísses que esperava pelo regresso do marido que partira para Tróia.
Esta é uma mulher atormentada pelas partidas inesperadas do marido, as viagens no tempo que ele não pode controlar, e fora durante uma dessas inesperadas viagens que ambos se haviam conhecido, quando ela era universitária e ele um bibliotecário de 20 e tal anos, no entanto ela já o conhecera, quando tinha 6 anos numa dessas viagens dele, porém ele acabara de a conhecer...
Parece-me uma história linda com um grande elenco (Eric Bana e Rachel McAdams), um bom argumento que se baseia numa história linda.
Estou indecisa entre o livro e o filme.

Bailados


Quero tanto, tanto ver o Quebra Nozes ou o Lago dos Cisnes, são bailados lindos, com músicas perfeitas do Tchaicovsky, algumas delas sei tocá-las no violino, representações lindas através dos movimentos fluidos de bailarinas com uma técnica enorme, uma leveza, flexibilidade, beleza, incríveis.
Decididamente devia ir ver um bailado, mas, infelizmente, não tenho acesso a essas facilidades aqui na "terrinha".
(suspiro)

«Olhe, eram dois bailados para levar, e uma ópera se puder ser.»
Era tão bom se fosse assim tão fácil.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

(suspiro)

Preciso novamente do ângulo perfeito do teu ombro onde a minha face encaixava na perfeição, da calma que sentia quando podia simplesmente estar ali a olhar para a frente, sentir-te ao meu lado, o silêncio.
Preciso daquele calor humano que nunca nos recusa, do abraço que envolve todo o corpo, afasta todos os pensamentos que não o incluem a ele.
Preciso da exclusividade de uma pessoa, da incondicionalidade dos seus sentimentos, da veracidade da sua pessoa para comigo, preciso de alguém que esteja ali para me ver chorar, para me ver rir despreocupadamente, de alguém que me abrace quando preciso, que me diga o que preciso de ouvir e aquilo que não quero ouvir.
Que seja diferente ou igual a mim, que esteja lá, que faça tudo desaparecer quando os seus lábios tocarem os meus, que seja meu, em quem confie o suficiente para me dar novamente, alguém para mim, não quero perfeição, quero uma forma aligeirada de amor, será assim tão difícil?
Quero alguém que acho que não posso ter, ou no mínimo não tenho coragem de aceitar que quero, porque não sei lidar com a situação, perdi essa capacidade quando me tiraram parte do coração, agora tenho apenas o medo, tenho medo de perder, medo de viver portanto.
Não quero tornar-me na pessoa que prefere chorar por não ter tido coragem a chorar por estar a perder mais uma vez depois de se dar.
Só peço aquele abraço apertado que já tive e já perdi. E não, não estou desesperada, estou apenas apaixonada, só não sei por quem.

"deixem-me respirar"

Despedi-me despreocupadamente das vozes que me tentavam dizer para ficar enquanto eu caminhava para o nada, perguntavam-me para onde ia mas nem eu sabia ainda, não era capaz de responder a essas questões portanto limitava-me a dizer "Preciso de apanhar ar.".
Precisava desesperadamente de ar, de vazio, solidão, mas não a solidão de um quarto, de quatro paredes, um vazio meu, um vazio que já conheço.
Continuei a andar, com os auscultadores nos ouvidos, tentando que ninguém me reconhecesse, ninguém me dirigisse a palavra, ninguém reparasse que eu não devia estar ali.
Atravessei a ponte, olhei do alto todos os lugares onde tínhamos estado e que esperava rever com ela, mas parece que me resta vê-los apenas através dos meus olhos sós.
Têm-me questionada indefinidas vezes se estou bem, o que se passa afinal comigo, digo que está tudo bem enquanto oculto a mágoa que sinto com um sorriso rasgado e exagerado, o que me parece mais credível naquele momento.
Continuei a andar descendo as escadas escuras da ponte, caminhando pelos caminhos empedrados, pela pequenina ponte de grades, caminhando um pouco mais chego à ciclovia, onde andei descalça com ela, onde o obriguei a andar descalço. ponho a música mais alto para evitar ouvir os meus próprios pensamentos mas infelizmente não me posso enganar a mim própria. Fecho os olhos durante longos segundos, pestanejando lentamente, na tentativa de afastar a visão do passado que se desenrola à minha frente nos jardins da memória.
Nunca pensei que me afectasse desta maneira, não queria que fosse assim, queria estar feliz, mas não o consigo, não com o silêncio entre nós as duas que não consigo transpor por causa dos quilómetros que nos afastam.
Sento-me a olhar melancolicamente para a frente, para um lugar onde o rio ainda flui calmamente, antes de enfrentar a turbulência a meros metros à frente devida à abundância excessiva de água para aquele reduzido leito. Deito a cabeça na mochila que tinha pousado no banco de jardim à frente do rio. Ponho as pernas em cima do banco e olho para cima, fico encadeada pelo candeeiro que está exactamente acima da minha cabeça, que me obriga a virar a cara para o lado, para o rio, tão instável, sujo e perturbado como eu.
As lágrimas que recusara largar durante dias começam a cair, tento combatê-las mas não está ninguém a ver, apenas eu, e se choro por dentro não me fará pior chorar fisicamente.
Gostava de não me deixar levar deste modo, de me deixar afectar pela falta de interesse, pela mudança que já esperava dela, mas esperá-la não equivale a aceitá-la. Continua a magoar-me, compreendo que tenha de se integrar, mas gostava da antiga, daquela rapariga que estaria ali comigo num dia normal.
Quero dormir e sonhar, para voltar a acordar e voltar a dormir, regressar àquele mundo onde tudo é perfeito, fora as partidas que o meu subconsciente tem tendência a pregar-me, a contrariar as minhas vontades mais profundas, aquele beijo falso e ilusório que ainda me perturba cada vez que olho para ele, apesar de não ter acontecido nada na realidade.
Rapariga estúpida e sonho estúpido. A estupidez em que a minha vida caiu... Já não posso decidir o que sinto, porcaria de coração, porcaria de alma, se é que a alma existe.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mais um dia...

Olho à minha volta e só me apetece chorar, por ver a felicidade, talvez mais a alegria, estampada nos rostos dos que se cruzam comigo, por reparar na minha insignificância para todos os outros, ao presenciar o meu constante afastamento do mundo e a crescente solidão que me rodeia. estou cada vez mais sozinha, mais distante da vida, mais magoada comigo mesma e com os outros, estou farta que gozem comigo, ou melhor, com a pessoa que fui e que abomino, que falem para mim sobre trivialidades, que estejam simplesmente ali quando sabem que não as quero comigo, que as pessoas que quero não falem comigo. Estou cansada de ficar constantemente cabisbaixa sem ser capaz de o evitar, de colocar os auscultadores nos ouvidos na esperança que as pessoas não reparem na minha melancolia, que não me dirijam a palavra, ou para que no mínimo tenha uma desculpa para não responder às questões parvas e desnecessárias que atingem de forma inesperada.
Estou desmotivada a nível social, a nível cognitivo estou cada vez mais concentrada para evitar as conversas paralelas que acabam em temas que não quero abordar, em que me sinto obrigada a falar para que não se dirijam a mim a solicitar a minha intervenção naquela conversa entediante e que me faz mais mal que bem. No entanto estou também preguiçosa, é muito mais fácil ficar eternamente deitada na cama, esperando em vão que a noite caia novamente para voltar para o mundo perfeito que crio enquanto estou a dormir.
Estou sozinha, ou quase, abandonada por uns, meia substituída por outros, insignificante para a maioria, partilhando fugazes momentos de alegria, risos efémeros e momentâneos trocados com pessoas que ainda me são algo próximas, demasiados silêncios que preencho com as minhas próprias reflexões que acabam por me levar ainda mais para o fundo com as conclusões estapafúrdias a que chego.
Mais um dia...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Não me peçam para sorrir

Hoje estou particularmente revoltada com as pessoas, com as relações à distância, os amigos com quem partilhámos imensas memórias e que de repente, se mudam e ao partirem da cidade parece que partem também das nossas vidas.
Nunca esperei que fosse assim, temia isto mas não esperava ser praticamente ignorada, não desta forma, não por esta pessoa.
Estou magoada pela incapacidade de comunicarmos, a falta de autonomia dela em me ligar, me mandar uma mensagem, um simples olá.
Será que é mesmo impossível manter uma relação à distância ou depende das pessoas?
Talvez isto não esteja a funcionar por não nos esforçarmos o suficiente, vou ser realista, não lhe ligo todos os dias, não lhe mando mensagens todos os dias, mas uma vez por semana faço questão de manter contacto porque quinze anos não se apagam com tanta facilidade. Mas porque raio corre bem com os outros e a nós nos está a sair tudo errado, e para piorar a situação tudo me lembra de ti, as músicas que acabo por ouvir são as que me lembram de ti, mas o que recebo em troca? Um lugar minúsculo na memória, no passado, uma irritante insignificância que me deixa apática durante horas, sem vontade de me relacionar com ninguém esperando já que tudo acabe assim, um dia.
É profundamente perturbador ver como passo desapercebida na tua vida apenas porque não me vês, e porque vivemos a quilómetros de distância, o telemóvel continua aí, eu continuo aqui ao pé do meu à espera da chamada e da mensagem que ainda não chegaram, estou continuamente a olhar para verificar pela enésima vez que não tenho nada lá.
Pior ainda quando me perguntam por ti, me perguntam como estás, fazem comentários acerca da tua adaptação, e eu minto descaradamente dizendo que sim, que estás bem, quando não faço a menor ideia do que se passa na tua vida e sinceramente estou perto de achar que simplesmente já nem existo para ti. Apetece-me gritar às pessoas que estou mal, que não me importam, que só te queria ouvir a ti mas que apesar de tentar não consigo realizar isso, que estou mal e não podem fazer nada por isso, que não sei nada de ti, que me importo porém pareces inalcançável, gostava de dizer que sim, falo contigo todos os dias, adorava que isso fosse verdade, mas sejamos realistas isto está longe da verdade. Que raio se passa conosco?
Podem dizer-me que sou ridícula por fazer estas cenas, por me fazer passar por coitadinha, mas não é nada disso, o que acontece é que me custa não te ter aqui, ainda mais quando parece que simplesmente não sou ninguém na tua vida quando tens as meninas ricas contigo que te são tão mais semelhantes, aparentemente.
Chamem-me ridícula, dissimulada, deprimida, o que quiserem, mas não me peçam para sorrir quando estou melancólica e com vontade de fugir para um lugar calmo onde não tenho de lidar com hipocrisias exageradas, mentiras, pessoas desinteressantes e interesseiras, estou farta das pessoas e farta do teu silêncio.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

(semi-)crónica da hipocrisia

Pessoas que se fazem passar por algo que não são, simples hipocrisia ou necessidade de serem algo que não são para parecerem alguém especial?
Não percebo a necessidade de as pessoas se rotularem a si próprias, tentando parecer mais cultas do que são, dizendo que ouvem música clássica, de que serve ouvi-la se não a sentem? Posso não perceber nadinha de Bach, não distinguir um nocturno de Chopin de uma sonata de Mozart, de não reconhecer os bailados de Tchaicovski, a batida característica e as notas dominantes de Beethoven, mas consigo sentir uma música, deixar-me embalar pelas melodias em vivace, allegrato, moderato, lento, largo, tempo giusto... Silêncios que ocultam o vazio da divisão, sons que preenchem e expulsam aquilo que tentamos esconder bem lá no fundo.
Mas a questão não se resume a música mas à necessidade de cada vez mais as pessoas esconderem aquilo que são, as suas preferências, com medo de serem julgadas e postas de parte, e quando não se julgam dotados de uma grande personalidade ao invés de se esforçarem por conhecer algo de que gostem recorrem a clichés que não percebem, esperando que as suas acções medíocres passem deapercebidas, assim como a sua falta de habilidade de escolha e capacidade de serem a pessoa que são.
E a frontalidade? Estamos a perder a capacidade de falarmos uns com os outros, o que complica muito isto são as ditas redes sociais, onde as pessoas criam o seu "Perfil" de uma forma que acham atractiva para os outros sem serem fíeis a si mesmos, não compreendo a finalidade de nos mostrarmos ao mundo todo, principalmente quando mostramos uma mentira.
Onde estão as conversas em que se diz directamente a uma pessoa aquilo que se pensa para que esta possa argumentar, defender-se e à sua opinião? Perdemos a habilidade de falar com os outros sendo nós mesmos,  e ganhamos cada vez mais existências virtuais em que não somos nada nem ninguém, não somos uma pessoa com uma opinião, mas alguém com uma página web que não diz o que quer dizer mas o que deve para as pessoas quererem ser "amigas" dela, e depois fazem do número de amigos informáticos uma competição interminável, quantos daqueles sabem quem são? Provavelmente um ou dois.
Sei que a hipocrisia nunca vai acabar, nem a necessidade de se ser uma pessoa diferente apenas para constarmos da lista de contactos de alguém, mas valerá a pena perdermos a nossa identidade, que afinal é o único que é realmente nosso, para sermos alguém para os outros? Que tal sermos alguém para nós primeiro e a sociedade ser um acréscimo natural?